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Do stand up paddle ao kayaksurf: Roberta Borsari domina nos esportes de aventura

Do stand up paddle ao kayaksurf: Roberta Borsari domina nos esportes de aventura

São mais de 20 anos de experiência em esportes de aventura, do rafting ao kayaksurf e, mais recente, no stand up paddle. Roberta Borsari já conquistou diversos títulos internacionais e ganhou medalhas nas principais competições destas modalidades. O pioneirismo é uma das principais características desta atleta, que sempre busca novos desafios, como surfar de caiaque a pororoca do Rio Araguari, na Amazônia. Nesta entrevista exclusiva, conheça mais sobre a carreira de Borsari e suas conquistas pelo mundo, e anote as dicas para começar a praticar estes esportes.

Quando você começou a se interessar por esportes de aventura? E quais você pratica?
A aventura faz parte da minha vida desde pequena, pois eu sou filha de professores de Educação Física. Então, este espírito já veio embutido da minha família. Mais tarde, por volta dos 20 anos, eu fui me envolvendo com os esportes, primeiro com o rafting e logo na sequência com a canoagem, e assim efetivamente a aventura entrou na minha vida de uma forma mais “global”, pois passei também a competir e a viver mais intensamente esta rotina.
Acho que a canoagem é a grande frente de todas as modalidades que eu sempre pratiquei e de todas as aventuras que eu já fiz em minha vida. Depois, passei a praticar também kayaksurf, competindo durante muitos anos, assim como Slalom, e aí conheci o stand up paddle. Todos os esportes que usam o remo fazem parte da minha vida.

Como você se especializou em canoagem e, mais recentemente, em kayaksurf?
A primeira modalidade da canoagem na qual eu me envolvi foi o rafting. Eu peguei bem o início do desenvolvimento do esporte no Brasil, participei da primeira equipe feminina campeã de rafting do país, tendo tricampeonato brasileiro, e também já trabalhei como instrutora. Essa foi a minha porta de entrada, e aí a evolução do próprio esporte me levou para a canoagem. Comecei a descer rios de caiaque, fui a primeira mulher a desbravar diversos rios da região Sudeste em um caiaque. Como o esporte ainda não era popular entre as mulheres, eu sempre era chamada para completar equipes. E então passei para as canoas havaianas, para o Slalom, para o caiaque polo e também para o kayaksurf, por indicação do meu irmão que é remador. Eu sempre gostei de praia, então foi natural migrar para o mar. Como me apaixonei pelo esporte logo de cara, não demorou para que eu seguisse uma carreira e passasse a competir em provas internacionais.

Como se preparar para uma competição? Como é a rotina de treinamento?
A preparação é bem intensa. Na realidade, o que o atleta tem que ter em mente é que o treinamento não acontece apenas quando se está no mar, na lagoa ou na academia fazendo treino físico ou técnico. O treino é a todo momento: quando ele dorme cedo e quando ele escolhe o que coloca no prato. Todo o dia a dia do atleta faz parte da preparação física dele para uma prova.
O meu treinamento é separado entre os treinos físicos, na Raia Olímpica da USP, e os técnicos, no mar. São treinos de longa duração e de explosão, funcionais, com um pouco de musculação, e complementares, com corrida, yoga e meditação. Lembrando que toda a rotina, na realidade, faz parte desta preparação, o sono, a alimentação, a paz de espírito e, principalmente, a concentração.

Quais são as mais tradicionais competições das modalidades?
A prova mais importante desta modalidade é o Mundial, que acontece a cada 2 anos, em diferentes países. Já a mais tradicional de todas é uma competição que acontece na Califórnia a 20 anos, o Santa Cruz Paddlefest, que é um clássico do surfe mundial, do qual eu tive a oportunidade de participar sete vezes, inclusive em alguns eu consegui medalha de bronze.

Dentre todos os seus feitos nos esportes de aventura, qual é o mais memorável?
É muito difícil escolher apenas um, mas o que deu maior repercussão internacional, e para mim também foi um dos mais incríveis, foi ter sido a primeira mulher no mundo a surfar de caiaque a pororoca do Rio Araguari, na Amazônia. Foi uma experiência sensacional, porque é uma onda muito diferente. Aconteceu em 2011, em parceria com o Serginho Laus e o Jorge Pacelli, dois grandes nomes do surfe nacional. Nós tivemos que fazer uma série de testes, porque é considerada a maior pororoca do planeta, as ondas tinham mais ou menos 1,5 metros e estavam com bastante força. Foi uma super expedição e com certeza bem marcante.

Como conheceu a prática do stand up paddle?
Eu conheci o stand up paddle em 2010, durante uma viagem ao Havaí, e foi uma grande paixão. Um amigo americano já surfava de stand up e me emprestou para experimentar, foi sensacional. Eu dei apenas uma volta e já sabia que aquele esporte faria parte da minha vida. Tanto sabia que já nessa mesma viagem eu voltei com uma prancha e um remo para o Brasil, e desde lá não parei mais. Comecei primeiro com as remadas, depois me desenvolvi no surfe de stand up, e então parti para uma linha de expedição, para além das competições. Foi quando criei o projeto SUPtravessias.

O que é o projeto SUPtravessias?
O projeto SUPtravessias é uma extensão da minha carreira. Eu passei anos competindo e viajando o mundo todo com as provas de kayaksurf e, em certo momento, eu fiquei com vontade de ter trabalhos mais autorais. E então, em 2010, veio de encontro o desejo de fazer trabalhos pessoais com a descoberta do stand up paddle. Além disso, é uma continuidade do meu trabalho como atleta, porque eu sempre gostei de competir, mas também sempre tive vontade de fazer coisas diferentes. Hoje, é o meu carro chefe, é o projeto do qual eu realmente me dedico e foco as minhas energias.

Como foi atravessar o mar aberto de SUP da Barra do Sahy até o Alcatrazes?
Eu diria que essa também foi uma das experiências mais incríveis que eu já tive com o stand up e nos esportes de aventura. Eu fui a primeira atleta aqui no Brasil a receber autorização do Ministério do Meio Ambiente para fazer essa travessia. Hoje, ela já é uma reserva aberta, mas quando eu fiz era extremamente restrita, e ninguém tinha tentado este percurso de stand up. Então, foram muitos meses de planejamento em todos os sentidos, desde a parte burocrática para conseguir as autorizações para fazer o percurso até o planejamento da trajetória. Por ser um roteiro bem mar aberto, maior é a possibilidade das previsões não se concretizarem. Assim, ter uma equipe de apoio muito profissional e centrada fez toda a diferença, assim como o nosso cuidado em esperar a data certa para realizar a travessia. Foi espetacular. Uma grande experiência e um grande feito da minha carreira.

Quais são os principais destinos para se praticar canoagem, stand up paddle e kayaksurf?
As possibilidades de destinos para praticar estes esportes são diversas. Então, vou citar alguns lugares que eu já fui. Para a prática de stand up e remada, aqui no Brasil, eu destacaria Fernando de Noronha, pelas suas paisagens lindíssimas, e no exterior dois dos lugares mais bonitos para praticar são a Ilha de Moorea e o arquipélago de Galápagos, por conta de toda a vida marinha. Já para o kayaksurf eu indicaria praias onde as ondas são mais cheias, não tão cavadas. Aqui no Brasil, a Praia da Baleia é um excelente lugar para a prática, em Florianópolis também tem várias praias bacanas, e em Imbituba, na Praia do Rosa. Já no exterior, eu diria Costa Rica ou Havaí.

Quais as suas principais recomendações para quem quer praticar um destes esportes?
A minha recomendação é treine bastante, experimente e teste. Não desista se alguma coisa não der certo por algum motivo. E, principalmente, faça tudo com segurança, com professores qualificados. Nunca se aventure sozinho, tenha sempre um parceiro, um profissional que possa te acompanhar e te orientar, pois desta forma a evolução será muito mais rápida. Também tenha quilometragem de água, é o mais importante para poder evoluir, pois ninguém entra na água pela primeira vez e sai sabendo tudo. Cair e tomar um caldo faz parte. É só não desistir. São as minhas principais dicas para quem está começando ou querendo se desenvolver em qualquer uma dessas modalidades.

VAI LÁ

http://robertaborsari.uol.com.br

http://suptravessias.uol.com.br

 

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