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Montanhismo como filosofia de vida

Ele é o brasileiro mais jovem a completar os Sete Cumes, as montanhas mais altas de cada continente. Só no Everest, Carlos Santalena já esteve três vezes no topo - 2011, 2016 e, mais recentemente, neste ano. Ele, no entanto, evita fazer contas e garante que montanhismo é estilo de vida. “A chegada ao cume é uma parte importante da ​​​​​ expedição, mas é só uma parte”, afirma.

Além de aventureiro, Santalena também é empreendedor e sócio da Grade6, operadora de viagens especializada em montanhismo. Por meio de sua empresa, incentiva mais pessoas a alcançar seus objetivos e desbravar montanhas pelo planeta. Só nessa temporada, levou um grupo de quatro montanhistas ao topo do Everest. O número representa 20% da quantidade total de brasileiros (20) que já estiveram no cume da montanha mais alta do mundo. Com reconhecimento internacional, Santalena é um dos aventureiros de maior sucesso no Brasil. Ele conta um pouco mais sobre tudo isso na entrevista a seguir:

Como foi essa temporada no Everest?

Foi uma temporada muito boa. Guiamos um grupo de cinco pessoas para o topo do Everest: Henrique Franke, Ayesha Zangaro, Renato Zangaro, Joel Kriger e o australiano Paul Ling, e apenas o Joel não conseguiu chegar. Foi interessante viver esse momento e saber que o montanhismo no Brasil está evoluindo. Renato e Ayesha são pai e filha e chegaram junto comigo no cume. Foi legal ver Zangaro conseguir aos 60 anos. Ele mostra que qualquer dificuldade física ou técnica pode ser superada, independentemente da idade. Eu já conhecia a Ayesha de outras montanhas que escalamos juntos. Eles viajam em família - a mãe, Lizz Zangaro, ficou no campo base dando suporte técnico ao grupo - isso também ajuda bastante. A saudade de casa era menor no caso deles. Ver que eles alcançaram seus objetivos é muito bom. (Ayesha e Renato passam a ser a mais jovem e o mais velho montanhista a chegar no cume do Everest, respectivamente).

Para mim, montanhismo é uma filosofia de vida, mais do que um esporte. Viajar, fazer expedição, ficar dias dormindo e acordando com as mesmas pessoas é um sacrifício. Quando o grupo é amigo, o desafio fica um pouco mais fácil de ser superado. Com a Ayesha e Renato, eu liderei a expedição e seguimos juntos até o cume. Paul e Henrique decidiram chegar lá um dia antes e diminuir o tempo de descanso no último acampamento.
Essa temporada foi a primeira vez que organizamos a viagem de um montanhista internacional que chegou ao topo. É interessante porque isso também aumenta a nossa visibilidade internacional no montanhismo.

Que balanço você faz desses oito anos de experiência só no Everest e três vezes de cume?

É visível que tem aumentado o número de montanhistas que querem chegar ao topo do Everest. Com isso, a estratégia logística tem ficado cada vez mais complexa. São cerca de 350 montanhistas do mundo todo que pretendem chegar ao cume durante a temporada. Se adicionar os sherpas, equipe de apoio e organização, chega-se a quase mil pessoas. Para lidar com essa situação é necessária uma organização e logística de subida, com oxigênio suficiente em cada ponto, contato com sherpas e parcerias com outras empresas nepalesas.

Eu sou otimista em pensar que quem está indo para o Everest também se preocupa em manter o lugar. Por isso, nos adaptamos para reduzir a quantidade de lixo, reutilizar materiais e diminuir a carga que se leva na montanha. O país inteiro depende do turismo do Everest. É importante notar que a qualidade de vida das pessoas que moram na montanha tem aumentado também em todo o Nepal.

Pretende escalar o Everest novamente?

Sim. A gente só faz o que gosta! Então tem de pensar em todos os impactos da expedição. Nossa próxima está marcada para 2020. Devemos ir com um grupo de 3 ou 4 pessoas que já estão se preparando para isso.

Como é o preparo? Qualquer um pode tentar chegar no topo?

Recomendamos no mínimo um ano e meio de preparo. O ponto de partida é ter boa condição física. Senão, o tempo de preparo pode durar no mínimo três anos. Nós dividimos a formação do montanhista que pretende chegar ao cume do Everest em cinco etapas. A primeira é o preparo físico. É impossível escalar e chegar ao topo da montanha sem uma boa condição. Pode ser um risco para qualquer grupo. Depois, é necessário um curso de escalada em rocha, que pode ser feito no Brasil, em montanhas próximas. A terceira é escalada em gelo na Bolívia. Essas técnicas são importantíssimas. A quarta é ganhar experiência de montanha. Dizemos que é para ganhar volume no montanhismo. Indicamos locais com montanhas de mais de 6 mil metros de altitude. Chimborazo, no Equador, e os Cerros da Argentina são bons exemplos. Dá para escalar mais de uma de seis mil metros na mesma viagem. A última etapa é quando recomendamos a escalada do Aconcágua, na Argentina. É um teste de altitude e baixa pressão. O montanhista faz uso de oxigênio e o testa para clima adverso. É preciso utilizar a técnica com o fator psicológico. Saber lidar consigo mesmo ao estar o tempo inteiro exposto na natureza. É preciso ter assertividade.

Por que tanto preparo?

A questão do risco existe a todo o momento no montanhismo. A gente vê pessoas que não seguem padrões de segurança. É quando erros primários acontecem. Por isso o preparo é importante. Todo brasileiro precisa de uma aclimatação com frio e elevação. Por isso é preciso tempo para se trabalhar na altitude.

É possível visitar o Everest, sem querer se chegar ao topo?

Sim. As visitas ao campo base do Everest são possíveis na primavera e outono. Levamos grupos todos os anos para lá. É interessante para contemplar, fazer trekking, conhecer a cultura sherpa e o budismo. Na viagem, dorme-se no campo base do Everest. Os grupos têm pessoas de todas as idades, o último contou com jovens de 17 até 63 anos.

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