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O topo do mundo em cima de um skate

Qual é a sensação de ser hexacampeão do mundo no Skate?

É uma sensação muito boa, de ter realizado vários sonhos em diferentes épocas de vida. No início, a minha carreira não estava programada, mas eu já sabia que seria muito difícil de acontecer, porque a gente não tinha grande representatividade quando comecei. Mas foi realmente muito bom e ainda continuo buscando coisas novas e mais vitórias.

 

Você começou a andar de skate aos 10 anos, certo? Como descobriu a paixão e habilidade?

O skate era uma moda que estava chegando ao Brasil em 1985. Não era nem um esporte ainda e todas as crianças ganhavam um skate naquela época. Como não poderia ser diferente, eu pedi para o meu pai a sensação do momento, ganhei e comecei a andar perto da minha casa. E aí peguei gosto pela coisa e passei a ir atrás dos eventos que aconteciam na região, lá em Santo André, mas não tinha perspectiva nenhuma de futuro ou de ser famoso, nada. Ia mais porque eu gostava mesmo.

 

E você se tornou profissional em 1995, né? Nestes mais de 20 anos no esporte, o que mudou no cenário do skate profissional?

Isso. Bem, na época quando eu me profissionalizei, o skate não era visto como algo muito bacana no Brasil. A gente sofria muito preconceito  a mídia não nos dava atenção. Tínhamos alguns veículos bastante setorizados e especializados, mas em geral, a imprensa não valorizava o skate. Isso mudou bastante nos últimos anos e hoje temos espaços em diferentes canais, além de muitos eventos no país e grandes atletas. Outro ponto muito importante é que o preconceito não existe mais.

 

Quais eram os preconceitos?

Em relação à prática do esporte mesmo, pois as pessoas não conheciam e a gente não tinha estrutura para andar de skate, o que nos obrigava a procurar pontos da cidade onde tínhamos algum espaço. Bem, às vezes, o skate escapava e acabava entrando embaixo de carros ou passando perto de pedestres e aí as pessoas nos enxergavam e nos intitulavam como marginais. Com a profissionalização e reconhecimento do esporte, tudo isso mudou muito.

 

Em 2020, o skate se tornará um esporte olímpico. Qual você acha que será o impacto disso para a modalidade?

Em primeiro lugar, tenho certeza que isso traz mais respeito para o nosso esporte. E as consequências são muitas e bastante positivas. Com uma exposição internacional tão significativa como é estar em uma Olimpíada, o skate passa a conseguir cada vez mais visibilidade e praticantes, pois olhares de pessoas que nunca tiveram a oportunidade de saber mais e se interessar pelo skate podem ser captados em uma disputa olímpica. Além disso, portas se abrem com mais facilidade para um esporte reconhecido por um Comitê Olímpico. Enfim, acho que só trará retornos positivos para atletas e para a modalidade em si.

 

Você foi o terceiro skatista do mundo a acertar a manobra 900º. Conte-nos mais sobre ela e sobre esse feito!

Bem, a manobra 900º é uma manobra feita no halfpipe em uma rampa com uma média de 4 metros de altura e a minha execução consiste em vir em alta velocidade para cima da rampa, realizar dois giros e meio no ar, voltar para a rampa e cair em pé. Trata-se de uma manobra difícil e que foi realizada com sucesso pela primeira vez pelo Burnquist (Bob) em 1999. O segundo e eu, acertamos no mesmo ano, 2004. No meu caso, o feito teve muito impacto, pois eu tinha facilidade em realizar os giros e já vinha tentando há alguns meses em eventos e competições que eu participava, por isso, a galera já me acompanhava e tinha altas expectativas. Para melhorar, eu consegui acertar em uma competição muito importante (X Games 2004) e que tinha cobertura ao vivo da maior emissora do país. Isso acabou sendo um grande marco na minha carreira e para mim foi bom demais.

 

Qual é a sensação de chegar ao topo na modalidade?

Eu me sinto muito bem e satisfeito com as conquistas, principalmente quando se coloca em foco que a minha geração não começou a andar de skate para ser campeão nem nada disso. Mas, no caminho as oportunidades foram aparecendo e fui conquistando o mundo de pouquinho em pouquinho. E, neste trajeto, conseguimos quebrar várias barreiras de preconceitos e, por tudo isso, eu fico muito feliz.

 

Para você, o que significa estar em cima de um skate?

Pergunta difícil de responder, mas posso falar que tirando a minha família e meus filhos, a melhor sensação que eu tenho é estar em cima de um skate. É terapia, diversão, paz, tranquilidade e por alguns determinados momentos trabalho, mas um trabalho que eu gosto de fazer. É um pouco de tudo. Tudo o que eu tenho, o skate me trouxe, inclusive minha esposa eu conheci por meio do esporte. Enfim, uma das melhores sensações que eu tenho no dia é andar de skate. Traz muitos sentimentos verdadeiros e bons.

 

Como andam as aventuras de skate no momento e quais são os próximos projetos?

Eu continuo competindo, inclusive participei há poucas semanas de uma das competições mais importantes do ano, a Vans Pool Party, na Califórnia, e pela primeira vez como Master, com a galera da minha geração. E quero estar presente no máximo de eventos e competições que eu puder, pois isso é o que me move. Agora, como diretor de esportes da Confederação Brasileira de Skate, quero dar todo o suporte também para a nova geração e tentar fazer cada vez mais para que a modalidade ganhe mais força, sempre.

 

Por fim, o que você diz para os apaixonados pelo skate que vislumbram chegar ao topo, como você?

Em primeiro lugar meu principal conselho a todos é não focar muito no profissionalismo e nas conquistas de títulos, mas sim na diversão e na conexão com o skate. Deixar as coisas acontecerem no tempo em que devem acontecer é essencial. Vejo alguns pais forçando as crianças a andarem de skate hoje com as lentes já voltadas para a profissionalização, mas, no meu ver, criança tem que ser criança e fazer o que gosta. E se o talento existir e vier unido com a força de vontade, garra e dedicação, com certeza os resultados virão.

Créditos: Sandro Dias. 

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