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Valdemir Cunha desperta consciência ambiental pela fotografia

Quando se fala em fotografia de natureza no Brasil, Valdemir Cunha é um nome de referência. Com mais de 30 anos de carreira, o jornalista e fotógrafo já viajou por mais de 80 países e decidiu se especializar em nossa pátria amada. Afinal, temos um território vasto e riquíssimo em belezas naturais. 

Mais do que documentar em fotos, porém, Cunha tem como objetivo despertar nas pessoas a necessidade de proteger o meio ambiente. “Quanto mais as pessoas conhecem a natureza, mais elas têm consciência ambiental. Todo meu trabalho é engajado nisso”, conta ele, que já soma mais de cinco mil alunos em workshops e oficinas de fotografias em escolas públicas e universidades pelo Brasil nos últimos 10 anos. “Quanto mais as pessoas vão para a natureza, mais elas percebem que é preciso preservá-la. Quando você a fotografa, consegue observar e perceber o que não está certo”, ressalta.

Este manifesto contra o impacto ambiental é também tema do 15º e mais recente livro de Valdemir Cunha, lançado este ano no Festival de Fotografia de Tiradentes. O título ‘Natureza morta: Labirinto do minotauro’ faz uma metáfora com o personagem da mitologia grega para servir de alerta. “Temos que dar um basta de sermos esse minotauro que destrói tudo a sua volta”. 
 
 

Para continuar com seu trabalho artístico e documental, ele fundou a própria editora, produz títulos próprios e de fotógrafos de destaque, acompanha grupos em viagens de fotografia e ainda produz conteúdo para revistas de bordo. “Pensar fotografia e livros é diferente do ato de viajar”, complementa.

Conseguimos dicas valiosas com esse craque da fotografia de natureza no Brasil!

Como você avalia a documentação fotográfica de natureza no Brasil hoje?

Pelo tamanho que temos, falta documentação, embora estejamos fotografando o Brasil desde que a fotografia chegou ao país.

O Brasil é muito grande e a concentração de publicações está no Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais) e em alguns núcleos, como Pará, Paraná e Rio Grande do Sul. Eu não tenho a menor ideia do que está se fazendo no Acre ou em Roraima, por exemplo. Temos um território gigantesco e do ponto de vista de documentação, estamos aquém do tamanho do território e da população.

Faltam livros de lugares específicos. Mal se consome livro no Brasil, e o que se produz tambem não é muito. Com a redução dos veículos impressos, não se tem mais aquele hábito de enviar um fotógrafo e um jornalista para algumas áreas mais isoladas do país. 
 Hoje, as revistas de bordo estão produzindo mais do que os outros porque têm uma companhia aérea que facilita as viagens.
 Existe também uma produção forte de fotógrafos independentes que produzem todo tipo de fotografia, que estão trabalhando como autônomos e tentam vender o material para veículos impressos. No Brasil não existe o modelo intenacional que paga para o fotógrafo ficar meses em um destino fazendo uma matéria.

Por isso, a maior parte da produção hoje está sendo feita para blogs. Aí tem muita coisa.

Qual a dificuldade de fotografar na natureza?

O que se vê de manhã é diferente do que se vê a tarde. Os horários de luz vão do amanhecer até uma da tarde, depois das três da tarde até o anoitecer. Quanto mais tempo você fica no lugar, melhor a sua condição de luz. Se o tempo estiver nublado, precisa voltar e tentar refazer fotos. Por isso recomendo ficar pelo menos cinco dias inteiros numa mesma área. Desta forma, temos mais chances de fazer fotos que contem uma história.

As saídas são diferentes, para lugares diferentes. Planejo por exemplo 10 safáris numa mesma viagem. São 10 chances de melhorar fotos de onça, araras, ariranhas, urubu-rei... De forma que seja possível contar uma história da viagem e conhecer a região. Menos que isso não dá.

Como são as viagens de fotografia de natureza?

Gosto de viagens que duram ao menos uma semana. Assim temos cinco dias inteiros para fotografar e ensinar. Não é só fotografar. É conhecer o lugar e contar uma história. Reproduzo o que fazia quando era editor de fotografia de revista. Trago essa bagagem. Não apenas viajar para conseguir fotos boas, mas sim trazer uma história.

Por que fazer viagens de fotografia?

Quando se viaja com um grupo interessado em fotografar, você tem ao seu lado pessoas com o mesmo objetivo que o seu. Nem todas são profissionais, mas gostam de fotografar – algumas têm outras profissões. Viajar com grupo de fotografia é diferente. Você tem um tempo mais lento, precisa ficar num mesmo lugar por mais tempo. A gente precisa estar no lugar certo e na hora certa, sempre. A viagem é planejada para isso. É um aprendizado de fotografia e de natureza que às vezes você não tem numa sala de aula. Existe também uma troca de conhecimento intensa sobre vários assuntos, desde equipamentos novos à aplicativos, um pouco de tudo. 

É necessário ser fotógrafo profissional para fazer esses tipos de viagens?

Não. Por conta de redes sociais e smartphones, a fotografia acabou se popularizando. O número de pessoas interessadas cresceu. A maioria não vive de fotografia, mas gosta muito do assunto. As pessoas querem contar suas próprias histórias do lugar. Esse público está crescendo cada vez mais.


 Quais são seus lugares favoritos para fotografar no Brasil?

Gosto de pidir o Brasil entre áreas como a Amazônia, litoral com populações ribeirinhas importantes, sertão e Pantanal. A partir disso, escolho destinos nessas regiões. Eu não repito destinos de um ano para o outro. Por isso defino um calendário com antecedência, sempre em agosto do ano anterior. 

Para quais lugares você escolheu viajar este ano?

Este ano tenho oito viagens marcadas. A primeira delas é Arembepe (BA) e depois vêm Jalapão (TO), Serra da Capivara (PI), Vale do Catimbau (PE), Poconé (MT), Delta do Paraíba (MA), Serra do Amolar (MS) e Ilha do Marajó (PA). 

Qual viagem é a favorita do público para fotografar?

Cada viagem é especial, mas uma é marcante. Com certeza é o Safári das Onças. Essa faço todos os anos. Vamos a destinos isolados no Pantanal para avistá-las e fotografá-las. No ano passado, por exemplo, fizemos 25 avistamentos, de 15 onças diferentes. É uma experiência única no mundo, comparada aos safáris na África. 

Vai lá

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