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Conheça o trekking e transforme-se!

Encontramos dois grandes praticantes de trekking, com diferentes carreiras e objetivos de vida, para saber mais sobre esse esporte. O que um jornalista e um empresário de turismo teriam em comum? Dentre tantos lugares no mundo para se caminhar na natureza, com várias opções de destinos e práticas, eles concordam numa coisa: o trekking é transformador.

Trekking é uma palavra de origem sul-africana que significa seguir um percurso a pé. Longas caminhadas e peregrinações também são tipos de trekking. A prática envolve caminhar por longos percursos, muitas vezes em áreas de difícil acesso. O preparo físico pode ser básico ou avançado. Tudo depende da área que será percorrida, altitude, temperatura, vento, tipo de solo e outras variáveis.

Existe ainda o modelo competitivo de trekking, também conhecido como Enduro a Pé de regularidade. Nele, os atletas são organizados em grupos ou duplas e recebem uma planilha com pistas do caminho a seguir, com detalhes como a velocidade de caminhada e distância.

Já o trekking mais conhecido, aquele feito por prazer, durante uma expedição, é o favorito dos nossos entrevistados. O jornalista Alexandre Teixeira e o empresário Jota Marincek têm muitas dicas sobre esse esporte. Confira:

Quais são seus lugares favoritos para praticar trekking?


Alexandre Teixeira -
Acho que meus locais favoritos são regiões montanhosas, como a Serra da Mantiqueira, no Brasil. No mundo, eu destacaria muita coisa na Patagônia (no lado argentino, as trilhas em torno de El Chaltén e na região do lago Nahuel Huapi, que fica perto de Bariloche; e no lado chileno, no Parque Nacional Torres del Paine). A trilha até o acampamento base do Aconcágua, também na Argentina, a subida ao Monte Kilimanjaro, na Tanzânia, um passeio na Table Mountain, que fica na Cidade do Cabo, e o trekking até o acampamento base do Monte Everest, no Himalaia. Outra região muito especial é a chamada Avenida dos Vulcões, na parte alta do Equador.

Jota Marincek - No Brasil, o Vale do Pati e a travessia dos Lençóis Maranhenses (é inesquecível poder fazer trekking descalço e sem muita tralha) são meus favoritos. No mundo são os trekkings no Himalaia, tanto na região do Everest como do Anapurna, duas das mais altas montanhas do planeta.


Qual foi sua expedição de trekking mais marcante? Por que?

Alexandre - Talvez tenha sido a no Everest ou no Aconcágua, mas são ambientes muito diferentes. No Himalaia, tem toda a cultura local, a passagem pelas vilas, as pontes suspensas sobre abismos imensos, o convívio com os sherpas e as passagens por algumas das montanhas mais altas do mundo. Para quem gosta de montanhismo e de histórias de montanha, é muitíssimo especial estar num lugar como esse. É um trekking longo, acho que duas semanas ao todo, você chega a altitudes bem consideráveis (o acampamento base fica a 5.300 metros) e faz muito frio lá em cima – enfrentamos 18 graus negativos em algumas noites). Já o caminho até o base do Aconcágua não oferece o mesmo encanto cultural, não tem montanhas comparáveis nem a mesma importância histórica. É muito mais curto e menos desafiador. Mas proporciona uma sensação maior de isolamento, se você não fizer o trekking no auge da temporada. É tudo muito árido, o contraste do céu azul com o chão ocre é incrível. As caravanas de mulas não se comparam às de iaques, mas são interessantes. E eu vi o pôr-do-sol mais bonito da minha vida (até hoje) num fim de tarde em Plaza de Mulas, apelido do base. Se eu tivesse que escolher um só para voltar, escolheria a trilha do Everest, mas a trilha do Aconcágua vai ter para sempre um lugar na minha memória e no meu coração. 

Jota - Foram muitas experiências marcantes... É bem claro para mim que existe o Jota antes e depois de algumas delas. A primeira experiência no Himalaia a gente nunca esquece. Foi transformador descobrir a importância de estabelecer uma conexão com a natureza que nos cerca, perceber como aquelas pessoas que vivem imersas nas montanhas se relacionam com a natureza e principalmente como os valores que temos na sociedade capitalista ocidental, que têm muito pouco a ver com paz de espirito e felicidade. Vi muita gente mais saudável e serena vivendo vidas bem mais simples. Também compreendi que sempre podemos ir mais longe do que imaginamos e carrego esta sensação comigo até hoje. Mas se eu for pensar na expedição mais marcante, não tenho como deixar de fora um trekking no Nepal em 2015, quando fomos surpreendidos por um terremoto de 7,9 graus durante a caminhada. Tudo o que vivi nos dias que se seguiram e toda a responsabilidade de manter o grupo coeso, sereno e harmônico diante daquela caminhada foi meu maior desafio profissional e felizmente fui bem sucedido nas escolhas e decisões tomadas sob pressão. Também tive importantes aprendizados sobre humildade diante de nossa impotência e sua correlação direta com a serenidade, já que serenidade depende da aceitação de que vivemos uma condição de incerteza. Aprendi bastante sobre solidariedade e a necessidade de sair de nosso umbigo para poder enxergar o outro e ter alguma possibilidade de compaixão. Quem tem sempre uma história triste para contar nunca vai perceber a dor do outro.

Equipamentos para Trekking

Os equipamentos necessários para a prática de trekking variam de acordo com o local, clima e quantidade de dias da caminhada. “Se for para caminhar pelos Lençóis Maranhenses, meias ou até pés descalços bastam”, ressalta Jota. Já para outros locais mais remotos, como os acampamentos bases do Everest e Aconcágua, a mochila vai mais pesada. “Os únicos equipamentos, de fato, essenciais para praticar trekking são um par de botas devidamente amaciado - para boa parte dos trekkings, um par de tênis com solado antiderrapante é suficiente -, uma mochila e um cantil. O resto depende, basicamente, do clima de cada lugar”, complementa Alexandre. 

“Alguns considero fundamentais, como capa de chuva (Anorak), camiseta de manga comprida com proteção UV e Cantil, enquanto outros são importantes de acordo com o local e o clima, como óculos escuros em locais de neve/reflexo de muita luz, fleece, calça bermuda, stick (bastão de caminhada) e equipamentos especializados para frio como segunda pele, gorro/balaclava e down jacket para frio mais intenso”, finaliza Jota.

Vale lembrar que algumas montanhas como Everest e Aconcágua cobram taxas dos montanhistas. Fique atento antes de embarcar ou consulte um especialista!

Quer saber mais?

Vai lá

ABETA

http://abeta.tur.br/pt/atividades/caminhada-e-caminhada-de-longo-curso/

American Hiking Society

https://americanhiking.org/

European Rambler’s Association

http://www.era-ewv-ferp.com

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