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Ronaldo Franzen Mário Roma
www.marioroma.com.br - mr@marioroma.com.br
• Primeiro biker a levar a Bandeira do Brasil nas maiores Ultra maratonas de Mountain Bike do Mundo, 2003 na Transalp 600 km 21 000m subida (Alemanha para a Itália), Cape Epic 2005/ 2007 900 km 16 000 m subida (Travessia da África do Sul), TransRockies Canadá 700km 14 00m subida, 24 Horas Solo MTB USA,assim como presente nas maiores provas Brasileiras de MTB, (Campeão Paulista máster amador 2004 e Vice 2005 de Maratona MTB) Cerapio 410 km de Fortaleza a Teresina e Extra Distance 800 km Solo com 31 horas de pedal interrupto, competidor extremamente consistente em 2006 participou de 10 provas nacionais e conquistou 10 pódios.

Apaixonado por promover o esporte através de reportagens e palestras e demonstrar que pessoas comuns podem atingir resultados incomuns, obcecado pela escolha de seus equipamentos e extremamente cuidadoso com a logística de cada prova.

Artigos publicados:

• De Fortaleza a Recife de Mountain Bike...
• Mountain Bike: Maratonas e Ultra-Maratonas...


DE FORTALEZA A RECIFE DE MOUNTAIN BIKE.

Esta foi a minha terceira prova no Nordeste e o segundo Cerapió agora de Fortaleza a Recife. Para mim, a maior dificuldade em correr nessa região do mundo sempre foi o calor, mas este ano batizei o Cerapió como a versão Light; as temperaturas bateram os 38 graus, mas, pelo menos, não chegaram aos absurdos 47 graus, sob os quais já pedalei nessa região.

De Fortaleza a RecifeO espírito do Cerapió é algo fora do comum. A carência de eventos no local faz com que todos explorem ao máximo a presença de atletas de outras regiões, o que cria uma recepção fora do comum, além de uma troca de informações constante.

No primeiro dia de prova foi surpreendido por uma parede, completamente fora do relevo típico da região. Era um verdadeiro paredão úmido de paralelo e pipeto e encontrar a força suficiente, além da atração para escalar, foi muito difícil. Depois do topo, enfrentamos uma boa descida. A chuva começou e percorremos 60 km de lama no primeiro dia; particularmente, confesso que gostei mais da lama do que de encarar o forno no qual esta área transforma-se.

A segunda etapa apresentava o calor como maior adversidade. A organização do evento havia nos informado que, ao fazerem o levantamento, temperaturas de 43 graus tinham sido registradas. Foi um verdadeiro “estoura peito”, uma prova de 50 km, na qual 80% do percurso foram percorridos com minha Scott Spark LTD 100% travada na frente e atrás; minha full transformou-se em uma bike de ciclocross. As médias foram altas e o ponteiro Abrão cruzou com 1h 59m; eu cruzei com duas horas cravadas e mais uma vez o clima esteve ao meu favor, o céu permaneceu nublado, impedindo que as temperaturas subissem em demasia.

O terceiro dia chegou com um céu azul e temperaturas altas, na casa dos 38 graus, mas essa não seria a maior dificuldade do dia, mas sim o fortíssimo vento que não permitia pedalar de outra forma a não ser em pelotão. Pedalamos em direção ao litoral e os areões começaram a aparecer; meu pneus 1,75 não me favoreciam e optei pela tática de juntar-me a três fortes triatletas de Fortaleza, liderados por Zé Filho, que já venceu em dupla o RAAM 4000 km cruzando a América do Norte ponta-a-ponta; esse seria o Gigante que me levaria até a linha de chegada. Vencendo o forte vento, cruzamos a linha de chegada com 1h e 55m, depois de percorrer os 50 km da penúltima etapa.

O grande dia tinha chegado. Estava prevista uma etapa de 60 km com um início de 15 km de single track, pois teríamos de cruzar por quatro vezes a famosa BR da morte a 101. Uma vez que a Policia Rodoviária Federal, que deveria estar nos locais para controlar o trânsito, furou com a organização, o diretor de prova, Zenardo Maia, pensando na segurança dos atletas, optou por uma etapa com 30 km. Os primeiros quilômetros foram de single track, com vários riachos e, depois 1h e 28 m, estava cruzando a chegada acompanhado de minha velha bandeira de duas nações Portugal x Brasil e já pensando qual a próxima.

À noite, em Recife, a organização preparou uma festa e premiação, dividi o pódio com cinco parceiros por quem tenho o maior respeito e admiração, assim como por todos os bikers que completaram o desafio, vencendo não só as dificuldades naturais,logísticas,financeiras e em manter as trilhas limpas. Surpreendi-me com o fato de que durante quatro dias não vi um gel ou outro tipo de lixo jogado na trilha, ao Abrão Azevedo pela vitória na Geral e a organização pelo esforço para realizar um evento deste porte com todas as dificuldades logísticas locais.

Mario Roma conta com os patrocínios da  Power Bar - Scott - Infanti - TAP - Magura - Express Web e apoios, Mavic - Crank Brothers – Ciclovece – Chamois Butt’r - Deuter - Mac Nutrition.

Foto Crédito: Fotopress/Jomane






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