Recuperar identidade e relevância : Os desafios da Adventure Sports Fair que acontece esta semana em SP

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A Adventure Sports Fair é considerada a mais relevante feira de produtos, serviços e profissionais de esportes outdoor no Brasil. O evento volta a acontecer, após um hiato de dois anos,  sem esconder que possui uma missão a cumprir : recuperar a identidade com o público visitante e a relevância com marcas e profissionais.

A feira, que acontece de 12 de outubro próximo e vai até domingo 16, vem pressionada pelos resultados obtidos na última década.

O evento, que tradicionalmente acontecia no pavilhão da bienal no Parque Ibirapuera, agora será em novo local : Pavilhão São Paulo Expo.

Desafios para 2016: identidade e relevância

Desde quando debutou em 1999 até o o momento a feira optou por privilegiar excessivamente o turismo de aventura, promovendo atrações que emulavam um ambiente muito parecido com os rodeios que acontecem pelo interior de São Paulo, Goiás e Minas Gerais.

A opção, aliada ao preço de stands considerado salgado por lojistas, culminou no afastamento dos grandes players do mercado outdoor que exploram o mercado brasileiro. Consequentemente os atletas patrocinados por eles também sumiram dos corredores da feira. A grande atração da feira passou a ser apenas a parte de negócios o que, evidentemente, era transparente ao público mas davam números pomposos às estatísticas de negócios fechados no evento.

A consequência desta falta de identidade fez com que ao longo da década as marcas e lojistas se preocupassem em apostar somente na rodada de negócios e não mais lançar novidades durante a feira.

Com uma estratégia de marketing que parece repetir a mesma interpretação do mercado que em 1999, e que gerou muitas críticas veladas de lojistas e marcas ao longo dos anos, apresenta vontade de obter resultados diferentes dos que fizeram o evento definhar ao longo dos anos.

A proposta anterior, que era mais contemplativa mostrando apenas cartazes dos lugares que poderiam ser visitados, acabou também afastando os visitantes, e principalmente os praticantes de esportes outdoor mais dedicados, foi repaginada mas mantendo a mesma filosofia. A insistência em privilegiar os representantes dos destinos como Argentina e Chile, além de outros no interior do Brasil, em detrimento de uma maior diversidade de novidades em equipamentos continuou. Se esta estratégia, que vinha mostrando acentuado desgaste ao logo da década, dará certo cabe ao feedback que o público fornecer aos organizadores.

Para a edição de 2016 do evento a aposta mais interessante, com ares de modernidade, foi a criação de várias oficinas para iniciantes e que, espera-se, possa engajar o público presente. Todas as oficinas, assim como as palestras, são gratuitas para os visitantes da feira.

A organização deixou explícito também o interesse em atrair o público jovem para a feira e a estratégia de marketing foi investir em personalidades, e sub-personalidades, que se pronunciam aventureiros e fazer de maneira recorrente a divulgação das atrações em mídias-sociais. Esta arriscada aposta, baseada em pesquisas superficiais feitas por profissionais de propaganda, foi anunciar pesadamente na presença de protagonistas de programas televisivos.

Por isso é inegável que a Adventure Sports Fair terá de provar desde quarta-feira que o hiato fez todos refletirem e que busquem identidade e relevância perdida ao longo do tempo.